Que os tempos mudaram, não há dúvidas – mas talvez tenham mudado muito mais para as mulheres.
No passado, a ordem dos acontecimentos era clara:
crescer, casar, ter filhos, cuidar da família.
Com o avanço e o desenvolvimento das sociedades, a mulher descobriu que também poderia trabalhar e obter sua renda.
Começou a trilhar seu espaço e a buscar seus direitos.
E ela cresceu.....
Hoje é profissional, especialista, executiva, chefe, .... não importa:
O trabalho é item essencial na vida de muitas delas, e ele sempre vem embasado pelo estudo e por especializações que possibilitam a conquista de mais espaço nos mercados.
Tudo isso não quer dizer que as mulheres desistiram, sobretudo, de ter filhos.
As gerações têm, sim, adiado um pouco mais a maternidade, geralmente em função da carreira: uma mudança nas prioridades.....
Mas o relógio biológico não espera ela estar com a carreira consolidada e o salário que deseja para permitir que possa procriar.....
Mulheres que chegam aos 30, 35 anos sem alcançar o nível educacional, profissional ou até mesmo sem ter encontrado o parceiro que idealizavam, começam a lidar com a pressão de decidir qual é o melhor momento para ter um filho......
Algumas até chegam a se casar antes dos 30 anos, mas o divórcio também é uma realidade mais constante.....
Sem ter em sua frente o panorama tido como "perfeito" para engravidar, muitas mulheres têm decidido começar uma família sozinhas.
Elas fazem as contas, organizam a vida e decidem seguir adiante com esse sonho sem depender de um parceiro.
De repente, o médico está ali, na sua frente, lembrando: você precisa decidir logo se quer mesmo ter um filho.....
Esse perfil de mulher está acostumado a resolver suas coisas, independentemente, mas esta é uma decisão muito séria, seja para engravidar ou para adotar uma criança.
Independente, mas não sozinha.... - De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2000, 11,6% das famílias brasileiras eram compostas por mães solteiras.
Dez anos depois, esse índice passou para 12,2%.
Até mesmo antes de decidir enfrentar o desafio, a mulher pode e deve procurar ajuda em instituições que fornecem informações e podem ajudar a futura mamãe a se organizar – financeira e emocionalmente.
É possível obter conselhos de especialistas e também ouvir a experiência de outras mulheres que já passaram pela situação.
Mulheres que tendem a ser autossuficientes podem ter dificuldades em pedir ajuda, ou acreditam que é obrigação delas fazer absolutamente tudo sozinhas.
Porém, mesmo sendo mãe solteira, há quem ofereça auxílio e apoio.
Se você busca esta jornada para sua vida, mas tem dúvidas ou até um pouco de receio de como pode ser o processo todo, procure uma clínica especializada em reprodução humana e converse com os profissionais.
Além de explicar como os diversos tratamentos para engravidar funcionam, eles poderão identificar qual o mais adequado para você, dependendo de sua idade e condições de saúde, e facilitarão o contato com "doadores"
(continua).